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Municípios Vizinhos: BRUSQUE - Revista CARTUM GASPAR nº 12.

 



Brusque, é um importante destino turístico pelas belezas naturais e arquitetônicas, peculiaridades históricas e por seu grande potencial em compras de vestuário e tecidos na pronta entrega, com grande variedade e qualidade a preços diretos de fábrica.


Possui tradições herdadas dos imigrantes alemães, italianos e poloneses que fazem com que Brusque apresente características únicas na gastronomia, arquitetura e costumes.


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Prefeito: André Vequi (PL)   (janeiro de 2025 a dezembro de 2028)

 Vice: André Batisti, Déco (PL).

Área Territorial: 284,675 km².

Brusque faz divisa com os municípios: ao Norte, com Guabiruba, Gaspar e Itajaí; a Oeste com Botuverá; ao Sul, com Nova Trento e Canelinha e a Leste, com Camboriú.


População residente: 141.385 pessoas (2022).

População estimada: 151.949 pessoas (2022).


População (Censo de 2010): Era de 105.503 habitantes.

População (entre 2000 e 2001): Era de 76.058 habitantes.


Densidade demográfica: 496,65 hab/km²   [2022]

Densidade demográfica: 372,51 hab/km²   [2010]


Escolarização 6 a 14 anos: 98 %   [2010]

PIB per capita:   R$ 51.452,46   [2019]

Fonte: https://www.ibge.gov.br/cidades-e-estados/sc/brusque.html


 

O nome da cidade de Brusque originou-se do nome do Governador da Província de Santa Catarina, na época da fundação da Colônia Itajahy-Brusque: Francisco Carlos de Araújo Brusque.

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PIONEIROS EM BRUSQUE





Amanhecia o dia 31 de julho de 1860, e o movimento no casarão de imigrantes em Itajaí fervilhava. Desde cedo, antes de nascer o sol, os canoeiros já estavam a postos, aguardando as ordens do Barão. No interior do Barracão, os imigrantes já aprontavam suas coisas.

Os mais confiantes tratavam de encorajar os mais apreensivos. Nem bem o sol tinha aparecido já estavam embarcando nas canoas. Schneeburg, vestindo sua farda, tratava de manter a ordem e dar início àquela viagem. Uma parte dos imigrantes, que somavam 55 ao todo, seguiu pelo rio, enquanto alguns homens foram por terra. O trajeto era difícil e demorado. Às vezes, as pequenas embarcações tinham de ser puxadas por cordas, pois os canoeiros não conseguiam vencer as correntezas do rio. Enquanto isso, os colonos admiravam os animais e plantas que surgiam a cada curva. Ao longo do rio havia mata virgem e de tempos em tempos encontravam um engenho de madeira com pastos. Passavam por plantação de milho, mas na maioria do tempo era mata virgem. Levaram cinco dias para chegar ao local escolhido.

Desembarcaram no dia 4 de agosto de 1860 em propriedade de Pedro José Werner, que morava no lado direito do rio, próximo do local onde está a Sociedade Esportiva Bandeirantes, o qual possuía engenho de farinha. Ali os imigrantes passaram seus primeiros dias, enquanto os lotes eram preparados. Já no outro dia o diretor da colônia auxiliado pelos colonos, inspecionou o local para instalação da sede da colônia. O Barão trazia consigo informações do Major João de Souza Mello e Alvim que havia indicado como local para a sede da colônia um terreno em frente ao lugar chamado Vicente Só, no outro lado do rio, por ser de fácil acesso e com menor risco de inundação. Caminharam pelo local, subiram os morros onde hoje estão as igrejas católica e protestante, verificaram a existência de algumas nascentes de água nas proximidades. Encontraram as picadas, feitas pelos agrimensores dois anos antes, fechadas pelo mato. Trataram de limpá-las e abrir novas, além de providenciar a construção de 4 barracões para servirem de alojamento aos colonos.

Pesquisa: Robson Gallassini (in memoriam)

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BARÃO VON SCHNEEBURG

Sabemos que a família Schneeburg era nobre e que Maximilian nasceu em 1798, na região do reino da Boêmia, que na época estava sob o domínio da Áustria e era influenciada pela Alemanha. Seu pai, militar, faleceu em combate no ano seguinte. Aos 16 anos ingressa na escola de engenharia militar e logo é nomeado cadete. Sua carreira militar não dura muito, pois se vê obrigado a pedir licença por conta de um problema de saúde. Depois de deixar o exército, sua aposta é o Brasil. Em 1825 chega ao país e integra a Escola Militar Imperial, sendo professor do Colégio Militar Calógeras, de Petrópolis (RJ).

Recebeu do Imperador Dom Pedro II, um convite para instalar uma leva de colonos alemães no Vale do Rio Itajaí. A essa altura, Schneeburg já tinha mais de 60 anos, e ainda assim, aceita a missão. Pelo que podemos concluir dos relatos, documentos e cartas deixados por ele, o Barão era um homem de fibra e amava tanto sua pátria natal quanto o seu país “adotivo”. Era detalhista e procurava a justiça em todos os seus atos. Em julho de 1860 encontra cerca de 80 pessoas na Hospedaria dos Imigrantes, Rio de Janeiro. Em 4 de agosto chega, com 55 daqueles às terras da margem esquerda do Rio Itajaí-Mirim, plantando a semente do que hoje é a cidaded de Brusque. Schneeburg deu início à colonização de Brusque e administrou a colônia até 1867, quando se afasta por problemas de saúde e retorna à Europa, falecendo em 1869.

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