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Francisco Carlos de Araújo Brusque - Revista CARTUM INTERATIVA nº 191.

 Francisco Carlos de Araújo Brusque nasceu em 24 de maio de 1822, em Porto Alegre/RS. Filho de Francisco Vicente Brusque e de Delfina Carlota de Araújo Ribeiro. Descendente da nobreza italiana e portuguesa. O sobrenome original era “Bruscci”, a partir de 1846, foi abrasileirado para “Brusque”.


Seu irmão, José de Araújo Brusque, foi Deputado Provincial (1856-1857), Juiz e Desembargador na Província de Rio Grande (atual Estado do Rio Grande do Sul).

Francisco casou com Cecília Amália Azevedo, com quem teve oito filhos: Francisco, José, Arthur, Raphael, Emma, Heráclito, Cecília e Francisca. Filha de Luís Azevedo Sousa e de Maria Amália Rodrigues.

Bacharelou-se em Direito pela Faculdade de Direito de São Paulo/SP, em 1845. Depois de formado retornou ao Rio Grande, onde foi Deputado Provincial (1849-1856) e por essa Província foi Deputado Geral (hoje Deputado Federal), de 1856-1859. Era filiado ao Partido Liberal.

Nomeado por Carta Imperial, assumiu como Presidente da Província de Santa Catarina e governou de 21 de outubro de 1859 a 17 de abril de 1861. Recebeu o cargo de Esperidião Elói de Barros Pimentel.

Na administração catarinense, em 1860, acompanhou pessoalmente os imigrantes alemães para fundarem a Colônia Itajahy, município que hoje tem seu nome, denominado Brusque; foram instaladas as colônias de Teresópolis e Angelina; na Capital reorganizou o Liceu Provincial; e concedeu a Lages foros de cidade. 

Foi substituído no governo por seu interino, João José de Andrade Pinto - que entregou a presidência a outro titular, nomeado por carta imperial.

Novamente nomeado pelo Imperador, foi Presidente da Província do Pará (na época denominada de Grão-Pará), exercendo as funções de 23 de junho de 1861 a 27 de janeiro de 1864. Durante seu governo realizou melhorias na infraestrutura pública; estudou os costumes e hábitos indígenas da região, propiciou a catequização, proteção e fundação da Aldeia Santa Leopoldina para os Índios Tambés; enfrentou ataques dos navios de guerra peruanos Morona e Pastaza, e revidou com protestos armados.

De 31 de março a 31 de agosto de 1864, atuou como Ministro da Marinha e exerceu interinamente a função de Ministro da Guerra do Império, de 31 de maio a 31 de agosto de 1864 - pouco antes de iniciar a Guerra do Paraguai (1864-1870), foi Auditor da Guerra (1851) e chegou ao posto de Coronel. 

Foi Deputado Geral pela Província do Amazonas/AM, em dois períodos: de 1863 a 1866 e de 1873 a 1875.

Um dos colaboradores mais próximos do Imperador, foi Conselheiro de Dom Pedro II até 1875. Nesse mesmo ano, retornou à Província natal e passou a se dedicar exclusivamente à advocacia.

Faleceu em 24 de setembro de 1886, em Pelotas/RS. Em 31 de julho de 1998, durante as comemorações dos 138 anos de Brusque, os restos mortais de Francisco Brusque, de sua esposa, filhos e uma escrava alforriada foram trasladados e depositados em um mausoléu, na frente do Museu Casa de Brusque.

 Batizando a cidade de Brusque


Francisco Carlos de Araújo Brusque era o Presidente da Província de Santa Catarina na época da criação da Colônia Itajahy, em 1860. Segundo consta nos documentos, em um jantar a bordo da Belmonte, ancorada na barra do rio, ocorreu a “cerimônia de batismo da nova colônia”. Na hora do brinde, o Barão pediu licença para denominar a nova colônia de Brusque, o que não foi aceito pelo próprio Francisco C. de Araújo Brusque, mesmo sob a insistência do médico Dr. Joaquim Monteiro Caminhoá. O nome veio em 1890, pelo Governador Lauro Mueller, que trocou o nome da Vila "São Luiz Gonzaga" para Brusque.

Condecorações

  • Oficial da Imperial Ordem da Rosa.
  • Hábito de Cristo.
  • Gran Cruz do Leão Neerlandez.
  • Medalha de Ouro de Mérito Militar.

  • Busto de Francisco Carlos Araújo Brusque, em Brusque, escultura do artista Walter de Oliveira, erguida na Praça Sesquicentenário, em Brusque, em 7 de setembro de 2011.






Diploma da Academia de Ciências Sociais e Jurídicas de São Paulo que pertenceu ao dr. Francisco Carlos de Araújo Brusque, recebido no dia 17 de novembro de 1845.



Traslado dos restos mortais de Araújo Brusque, sua esposa, filhos e uma escrava alforriada para Brusque, ocorrido em 1998, por iniciativa de Paulo Vendelino Kons. Foram enterrados junto da Casa de Brusque, onde, no local foi construído um monumento.


Fonte:

https://www.brusquememoria.com.br/site/personagem/8/Francisco-Carlos-de-Araujo-Brusque

https://memoriapolitica.alesc.sc.gov.br/biografia/1174-Francisco_Carlos_de_Araujo_Brusque

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