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OURO NAS TERRAS DA COLÔNIA - A Chegada dos Pioneiros.

 

A história do ouro remonta ao período de 1840, quando os irmãos Leslie, vindos dos Estados Unidos, iniciaram a busca pelo metal nas proximidades de um ribeirão, afluente do rio Itajaí - Mirim.  Com certeza inspirado nas histórias dos primeiros colonizadores de Itajaí, que encontraram ouro na região. 

As notícias de precioso metal já eram registradas no ano 1651, o que explicaria o interesse dos irmãos Leslie. Por volta de 1840, três irmãos vindos dos estados Unidos, Roberto, Augusto e Leweson Leslie, penetraram rio acima em busca de ouro.  E se instalaram num afluente do rio Itajaí-Mirim.  

Mais tarde, provavelmente inspirou muitos imigrantes da América do Norte, a criarem a famosa colônia “Príncipe Dom Pedro”, instalada na confluência do ribeirão Águas Claras com o Rio Itajaí-Mirim.

Em 1840, três irmãos vindos dos estados Unidos, Roberto, Augusto e Leweson Leslie, penetraram rio acima em busca de ouro.  E se instalaram num afluente do rio Itajaí-Mirim.  

Depois quando colonos se instalaram por lá deram o nome ao local de ribeirão do ouro. 

  • Os primeiros imigrantes irlandeses (americanos) foram instalados na Colônia “Príncipe Dom Pedro”, em 1867. A colônia teve uma vida agitada e conturbada, pois os imigrantes alemães os consideravam sem inclinação para o trabalho. 
  • O fato é, que muitos destes imigrantes eram solteiros, ex-soldados, e buscavam novas oportunidades e riquezas, imaginavam uma nova fronteira como no oeste americano. A qualidade dos lotes que receberam não era favorável, faltavam estradas, pontes... O trabalho oferecido a estes homens era de abrir picadas nas matas, um serviço pouco agradável! 
  • O espírito sulista, ainda estava arraigado em seu coração, assim como a idéia do trabalho escravo, devemos lembrar que o Brasil, na ocasião era um país escravista, o que deve ter atraído estes imigrantes.

 

 

Fonte: NIEBUHR, Marlus. Memórias de Porto Franco... Botuverá: sua história. Blumenau: Nova Letra, 2005.

Em 15 de fevereiro de 1867 ocorreu a Instalação da Colônia Príncipe Dom Pedro.
Esta colônia foi criada por um Decreto Imperial datado de 19 de janeiro de 1866 e instalada no ano seguinte.

Estava localizada na margem direita do rio Itajaí-Mirim, com sede na confluência do ribeirão Águas Claras. Recebeu, em sua maioria, colonos de língua inglesa.

Teve na figura do Dr. Barzillar Cottle o seu primeiro administrador. Mais tarde, foi anexada ao território da Colônia Itajahy-Brusque e suas terras foram utilizadas para a instalação de imigrantes poloneses e italianos.

A Colônia Príncipe Dom Pedro deu origem aos municípios de Nova Trento, Vidal Ramos, Botuverá e Presidente Nereu.







Foto Acervo Museu Casa de Brusque
Museu Histórico do Vale do Itajaí-Mirim


Na manhã do dia 16 de fevereiro de 1867, diversas canoas trazem imigrantes, desta vez norte-americanos, que chegam à sede da colônia Itajahy-Brusque. 

Dr. Barzillar Cottle, tem ordens de instalar uma nova colônia no lado direito do rio. Os primeiros 98 imigrantes norte-americanos são instalados no Barracão de Imigrantes até que os novos lotes estejam medidos e as providências tomadas. 

Não demorou muito e ocorreram brigas entre os colonos alemães e os recém-chegados. O Dr. Cottle, a fim de evitar mais problemas, resolve levá-los para as terras demarcadas e instalar oficialmente a Colônia Príncipe Dom Pedro na manhã de 10 de março.

A Colônia Príncipe Dom Pedro foi instalada na margem direita do rio Itajaí-Mirim, com sede provisória na confluência do ribeirão Águas Claras e o rio Itajaí-Mirim, onde atualmente é a entrada da Travessa Lagoa Dourada, nas proximidades da Escola Pe. Luiz Gonzaga Steiner.


 



A colônia teve uma vida agitada e conturbada, pois os imigrantes alemães os consideravam sem inclinação para o trabalho. O fato é que muitos destes imigrantes eram solteiros, ex-soldados, buscando novas oportunidades e riquezas, especialmente atraídos pelas lendas de haver muito ouro por aqui. Imaginavam uma nova fronteira como no oeste americano.



A quantidade de lotes que receberam não era favorável, faltavam estradas, pontes...o trabalho oferecido a eles foi o de abrir picadas na mata (nem um pouco agradável). 

 O espírito sulista ainda estava arraigado em seus corações, assim como a idéia do trabalho escravo (o Brasil na época era um país escravista, atraindo estes imigrantes).

Pesquisa: Marlus Niebuhr.



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