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ADAPTANDO-SE À NOVA TERRA - Revista CARTUM INTERATIVA nº 191.

 

Os imigrantes tiveram que enfrentar condições bastante diferentes daquelas a que estavam acostumados, a começar pelo clima e vegetação. Na Europa, tinham uma dieta onde consumiam batata inglesa, pão de centeio, leite e derivados. 

Na Colônia Itajahy, durante os primeiros meses recebiam para comer: carne seca, toucinho, farinha de mandioca e feijão, a farinha de trigo só era fornecida aos doentes e às crianças que necessitavam. 

Depois de estabelecidos na terra com suas plantações, passaram a depender de três produtos: fubá, farinha produzida a partir da moagem do milho; aipim e açúcar. 

Aprenderam a cultivar plantas como aipim, batata-doce, arroz, feijão, inhame, mangarito, taiá, tabaco, café, algodão, legumes e algumas árvores frutíferas, como laranjeiras, bananeiras. Logo passaram a utilizar as frutas regionais para a produção do “mus”, doce utilizado para comer com pão. 

Para dificultar, no início haviam poucos animais de tração, como bois e cavalos, mas a terra dava seus primeiros frutos.



Estamos na Colônia Itajahy em algum momento do ano de 1862, e os colonos já estão cuidando de suas plantações, já existem mais estradas e um maior número de habitantes. 

Para sobreviverem na nova terra tiveram que se adaptar, pois não sabiam muito sobre as técnicas agrícolas adequadas a este clima e de como fazer. Quando chegavam, recebiam machado, enxada, facão ou uma foice. 

Derrubavam a floresta e preparavam a terra, e enquanto a roça não produzia os colonos trabalhavam na abertura de estradas recebendo um valor por cada dia de trabalho (esse trabalho chamava-se de ‘jornal’, ou seja, uma jornada de trabalho remunerada).

Os agricultores plantaram cereais que eles cultivavam na Europa, como: trigo, cevada, centeio e aveia, mas as sementes apodreciam na terra, e muitas vezes eram destruídas pelos pássaros e insetos. 

As enchentes, as geadas, as pragas de ratos que surgiam na época das chuvas, as lagartas, etc., contribuíam para dificultar a vida dos colonos.

Pesquisa: Robson Gallassini (in memoriam)

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