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"Iluminação Pública em Brusque" - Revista CARTUM INTERATIVA nº 160 - Livreto do BUETTNER


O início do século XX trouxe muitas novidades para Brusque. Talvez a que mais tenha causado impacto na vida dos moradores da região tenha sido a chegada da energia elétrica. Em 1913, o empresário João Bauer inaugura sua usina hidrelétrica, que havia sido construída na região da Guabiruba Sul, e passa a distribuir energia elétrica para o centro da cidade de Brusque. Essa energia fez acender lâmpadas nas ruas e casas, impulsionando o funcionamento de máquinas nas fábricas e comércios. Nessa época, foi muito comum a instalação de redes elétricas em várias cidades financiada por empresários. A linha que trazia a energia da Guabiruba tinha 14 km e era muito frágil.


Se, atualmente, durante as tempestades de verão a “energia cai,” naquela época eram os próprios postes e fios que caiam. Era muito comum galhos de árvores, deslizamentos ou vendavais derrubarem as linhas. Apenas em 1920, depois que João Bauer vendeu sua usina elétrica para a Empresa de Força e Luz de Santa Catarina é que o sistema ganha mais confiabilidade. A partir dessa data, as empresas criam turnos de trabalho, que avançam a noite sob a luz que as lâmpadas elétricas produziam. Nesse período Brusque se sentiu moderna. Com a eletricidade surge na cidade o primeiro cinema, os primeiros automóveis, barcos a motor, máquina para fabricação de gelo, iluminação pública, novas indústrias, entre tantas outras coisas. A vida se tornava elétrica, e mudava cada vez mais com muita força.

Pesquisa: Carlos Eduardo Michel.



 

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