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ESPOSAS E FILHOS DE CARLOS RENAUX - Revista CARTUM INTERATIVA nº 153 - LIVRETO DO CÔNSUL.

ATENÇÃO: 

As histórias em quadrinhos contidos no Livreto do Cônsul são meramente ilustrativas não servindo como fonte de pesquisa!!


(Extraído do Livro "Brusque Os 60 e O 160: Elementos da Nossa História" (Rosemari Glatz - UNIFEBE 2018)

O Palacete Renaux

No final do século XIX, a família Renaux construiu o seu palacete no centro de Brusque, de três andares, pintado de rosa, terraços de ferro e um gramado circundado por esculturas representando as profissões. Foi a primeira casa em Brusque servida por encanamento, luz elétrica e dependências sanitárias com água corrente. Não era mais uma residência comum. 

Seguindo o modelo burguês da época, pelo qual os mais bem sucedidos buscavam possuir bens imóveis em primeiro lugar - o palacete era o signo indispensável de distinção entre os burgueses - quando aparecer era mais importante do que ser. O palacete devia ser o símbolo do status alcançado pelos Renaux. Crianças, hóspedes, negócios, tudo se misturava naquela atmosfera.

O palacete foi demolido por volta do ano de 1950, após a morte de Carlos Renaux (1945).

 Neste local hoje em dia se encontra a Praça Barão de Schneeburg.



Família Renaux: esposas e filhos de Carlos Renaux

(Extraído do Livro "Brusque Os 60 e O 160: Elementos da Nossa História" (Rosemari Glatz - UNIFEBE 2018)
 
Primeiro casamento


Era 19/02/1884 e fazia pouco mais de um ano que Carlos Renaux havia chegado ao Brasil quando se uniu em matrimônio, na Igreja Luterana em Blumenau, com a bela Selma Wagner. Selma era filha de Peter Wagner e Friedericke Metzner e nasceu em Blumenau no dia 08/12/1865. Foi criada entre os colonos pioneiros do Vale do Itajaí, e foi aprendiz de professora. Selma trouxe para o casamento um "Mitgift" - um dote de 10 contos de réis, considerado uma quantia bastante significativa naquele tempo e sólidas raízes na região. Após o casamento, Selma e Carlos se estabeleceram em Brusque.

A historiadora Maria Luiza Renaux (1995) escreveu que, para a jovem esposa, os primeiros anos em Brusque foram iguais aos de tantas outras mulheres casadas que dividiam sua atividade entre o negócio familiar e o domicílio. No início, o casal morava numa casa no centro, junto ao pequeno comércio que ele administrava.

Depois que Carlos Renaux fundou a fábrica de tecidos (1892), o local de trabalho passou a ser separado da casa de moradia. A casa e a venda permaneceram no centro e a fábrica foi instalada a 3km além, na Estrada dos Pomeranos, atual 1º de maio.

No final do século XIX, a família passou a residir num palacete construído no centro, de três andares. Ali eram recebidas pessoas importantes, desde empresários até políticos influentes. E Selma, além de auxiliar nos empreendimentos, devia garantir a infraestrutura de hospitalidade em casa. Dentro desse ambiente confortável e luxuoso, "trabalho e muito trabalho" é o que Selma tinha pela frente todos os dias.

Selma e Carlos tiveram onze filhos, sendo três mulheres: Sophia, Maria e Selma Carolina, e oito homens.
O filho Otto Renaux foi o continuador da obra do pai. Sobre os filhos:

(1) Wilhelm Max Renaux nasceu em 04/09/1884 e faleceu poucos dias após;
(2) Sophia, nasceu no dia 23/09/1885 e casou-se com August Bauer, filho de João Bauer, grande empreendedor de Brusque e teve seis filhos;
(3) Maria casou-se com Gustav Büeckmann e teve dois filhos;
(4) Otto Reginald Renaux casou-se com Augusta Carolina Ida Krieger, mais conhecida como Ida, filha do Coronel Guilherme Krieger e também teve dois filhos;
(5) Oscar nasceu em 10/03/1889 e faleceu no dia 23/07 do mesmo ano;
(6) Carlos Júlio Renaux nasceu em 16/08/1891 e não teve descendentes;
(7) Carlos Renaux Júnior nasceu em 16/07/1893 e faleceu em 09/1917, sem descendência;
(8) Paulo Guilherme Renaux nasceu em 1894, casou-se com Alvina Haendchen e desviveu em 1947, deixando cinco filhos;
(9) Luis nasceu em 1895 e teve dois filhos;
(10) Guilherme (Willy) Renaux nasceu em 1896 e teve quatro filhos;
(11) Selma Carolina Renaux nasceu em 1898, casou-se com Albert Wilhelm Gommersbach e teve dois filhos.

Selma desviveu em 29/09/1912, com 47 anos de idade, em consequência de leucemia. Em seu túmulo, encontramos a epígrafe que resume sua vida: "Se a vida foi bela, foi trabalho e preocupação". (Salmo 90, versículo 10)


Segundo casamento

Poucos meses após enviuvar, Renaux casou-se com a atriz europeia Johanna Maria von Schönenbeck, filha de Mathias Alois Josef Müllern von Schönenbeck e de Joanna Mathilde Müllern von Schönenbeck, conhecida pelos brusquenses como "Hanna".
O casamento civil foi realizado na residência do noivo no dia 20/06/1913 pelo juiz de paz Mathias Moritz, tendo como testemunhas Vicente e João Schaefer. Ela tinha 29 e ele tinha 51 anos.

Conta-se que Hanna era uma artista vienense, elegante, muito bonita e que se expressava bem, e que o casamento não foi visto com "bons olhos". Por volta de 1918, para curar a doença da esposa, o casal se mudou para a Holanda. Hanna desviveu com apenas 35 anos de idade, no dia 31/12/1919, em Arnhem, na Holanda.


Terceiro Casamento

Passados sete meses da morte da segunda esposa, Carlos Renaux contraiu novas núpcias com sua governanta, a holandesa Maria Luiza Auguste Lienhaerts - conhecida pelos brusquenses como "Goucki". Ela nasceu no dia 26/12/1884, filha de Franz Leopold Lienhaerts e de Joanna Maria Hubertina Roosenboom. O casamento ocorreu no dia 10/08/1920 na terra natal da noiva, em Merkelbeek, Limburg, Holanda. Goucki era considerada uma mulher inteligente, disciplinada e falava várias línguas.

Em 1922 o casal se mudou para Baden-Baden pois, no tempo do Epitácio Pessoa, o governo brasileiro o nomeara Cônsul Honorário (sem ser funcionário de carreira e sem remuneração) para o consulado em Baden-Baden.

Goucki desviveu aos 54 anos de idade, no dia 27/06/1939, em São Paulo - onde estava internada para tratamento de saúde. O corpo foi embalsamado e transportado a bordo do iate "Angela" até Itajaí está sepultado no Mausoléu da Villa Renaux, em Brusque.


No total, o Cônsul Carlos Renaux teve três esposas, mas filhos teve apenas com a primeira, Selma Wagner.


(Extraído do Livro "Brusque Os 60 e O 160: Elementos da Nossa História" (Rosemari Glatz - UNIFEBE 2018)

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