CRÔNICAS - "A Missão da CARTUM" - Revista CARTUM INTERATIVA nº 193.

 Por: Aldo Maes dos Anjos (Autor da Revista CARTUM INTERATIVA).


    Em primeiro lugar, gostaria de agradecer a todos os leitores que praticam este saudável hábito de absorver textos impressos, tendo esta heroica publicação em suas mãos e resolveram verificar o que esta crônica tinha pra lhes dizer. Convido a todos para seguir na leitura e analisar esta minha divagação tão urgente quanto necessária, de um dilema atual que muito me aflige, quando imagino um mundo sem leitura. 

    A questão que trago a todos os amigos das palavras impressas, que investiram uns minutos de suas vidas acompanhando o meu raciocínio prolongado, é a de que a leitura deve começar cedo na vida de um ser humano, através do exemplo dos pais e do incentivo da escola. 

    A leitura deve ser ensinada como um hábito virtuoso, que traz novos conhecimentos e fortalece nossa memória e raciocínio, além de inúmeros outros benefícios. O interesse pela leitura deve surgir conscientemente, de forma espontânea, pela própria compreensão desta importância, pela criança.

    Minha mãe tinha uma caixa de gibis acessíveis desde a minha mais tenra idade, que me alfabetizaram já aos três anos de idade, antes mesmo do jardim de infância. Todos os pais deveriam fazer o mesmo. 




    E também as escolas deveriam aderir aos quadrinhos e proporcionar em suas bibliotecas ou mesmo nos corredores, por onde passam as crianças, estantes com gibis (Disney, Turma da Mônica, Luluzinha, Mangás, enfim, todos os títulos possíveis direcionados a cada faixa etária), para incentivar o raciocínio, o foco e a concentração já de pequeno, além de incentivar a potencialidade da imaginação e da criatividade. 

    Histórias em quadrinhos são cativantes e estimulam o gosto pela tão indispensável quanto abandonada atualmente, leitura física. A combinação das imagens engraçadas com os textos divertidos gera um interesse em seguir a leitura adiante, fortalecendo esse mecanismo de captar e decodificar símbolos impressos que, se não for utilizado frequentemente, pode até enferrujar e atrofiar.


    Um leitor não surge por acaso. Mil motivos afastam um ser humano da leitura, atualmente. Os benefícios deste hábito somente serão desfrutados por aqueles que adquirirem um precioso gosto pela leitura física. Por aqueles que conhecem a sensação de prazer que se tem ao executar esta prática. Esse gosto fará com que a leitura se repita por diversas oportunidades, gerando um hábito. Enfim, é somente o hábito que vai manter ativo em nossa estrutura cerebral, o mecanismo de absorção de textos impressos e da compreensão e interpretação dos raciocínios mais prolongados, contribuindo significativamente para a memória, foco e concentração do indivíduo, afastando assim a possibilidade de males como Parkinson e Alzheimer, na velhice.

Façamos um maior uso da nona arte!!





A REVISTA CARTUM

 

Circulando em Brusque e região desde junho de 2001, a Revista CARTUM representa a resistência impressa em meio a um mar de tecnologia e entretenimento virtual ao alcance da ponta dos dedos de qualquer um de nós.

Seu fiel público leitor preenche uma camada da população regional dotada de maior sensibilidade, a qual consegue se desvencilhar do celular e percebe algo de valor em meio aos quadrinhos coloridos que pipocam esporadicamente nas prateleiras do comércio em geral, valorizando o esforço de um artista local que insiste em praticar seu “malabarismo de sinaleira”, mesmo que as janelas custem a abrir, às vezes. Este seleto público possui uma compaixão natural a ponto de contribuir através de um anúncio publicitário, uma assinatura anual ou um apoio em um projeto cultural para que a publicação continue existindo e proliferando cultura pela cidade.

Não existe outra explicação para a longevidade da Revista CARTUM senão a clara permissão Divina para que esta manifestação cultural permaneça frutífera, renovando sempre as suas ideias, produzindo conteúdo inédito e original e com o suporte financeiro suficiente para cobrir as despesas e suprir as demandas necessárias.



Cabe a mim me esforçar por merecer isso tudo, preenchendo este espaço cultural com o melhor e mais útil conteúdo que for possível de conceber, contribuindo socialmente com informações relevantes e trazendo uma mensagem bem intencionada e produtiva a todos os seus leitores, além de bem -humorada e informativa.

Gosto muito de escrever e desenhar histórias em quadrinhos, atividade que desempenho desde os 4 anos de idade, de forma descompromissada, e que me deixa muito feliz por estar fazendo atualmente algo que considero prazeroso e que, além do sustento necessário para a minha família poder viver, me proporciona imensa satisfação. Quando eu tinha 26 anos foi dado início ao projeto da Revista CARTUM, o qual completou 24 anos de atividade ininterrupta, em junho de 2025.

Alguns amigos me questionam sobre minha função literária, se isso vale a pena, se dá dinheiro, se vai me deixar rico...


Eu respondo que a riqueza maior é a utilização dos nossos dias na Terra construindo algo onde o nosso coração habite, cuja matéria-prima é o amor em fazer o que se gosta e poder contribuir socialmente através das publicações com temas relevantes e bem intencionados, acrescentando ao leitor novos conhecimentos e reflexões pontuais. Se existe algum retorno financeiro, ele acontece de forma absolutamente milagrosa, garantindo o essencial e estimulando que perdure a inspiração literária.

A verdadeira riqueza é ter saúde, e disposição para realizarmos nossa missão pessoal. Em cada serviço que prestamos, existe uma contribuição social. Mesmo que não pareça, todos nós somos componentes de uma imensa orquestra, cada qual tocando o seu instrumento. Tal orquestra soaria desafinada se todos insistissem em tocar somente aquele instrumento mais lucrativo.

A constatação é saber que estamos a serviço de uma força maior, que rege o planeta e nos acompanha ao longo de nossa vida. Essa relação consciente é a grande riqueza que podemos desejar.

 

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