BRUSQUE ONTEM - "Dificuldades Climáticas" - Revista CARTUM INTERATIVA nº 193.

 

O Vale do rio Itajaí-Mirim está na área de clima subtropical úmido, onde a estação das chuvas ocorre ao longo do inverno. Em diversos momentos da história de Brusque o rio transbordou e inundou as áreas habitadas afetando a vida dos moradores da colônia. 

As melhores terras para a plantação eram as localizadas nas várzeas, área que sofre a inundação quando o volume das águas sobe por causa das fortes chuvas. 

Quando as águas baixavam deixavam uma camada de húmus que tornava o solo fértil, fazendo desta área um ótimo lugar para plantar. Estas terras foram ocupadas pelos colonos desde os primeiros momentos, mas corria-se o risco das inundações. 

Desde a fundação da colônia o rio mostrou sua fúria, e muitas foram as enchentes.


Em agosto de 1862, por exemplo, a temperatura chegou aos 3 graus, durando três noites seguidas. As plantações, sensíveis às mudanças bruscas de temperatura, foram destruídas. As geadas provocadas pelo frio intenso queimaram as plantações de café, cana, aipim, e queimaram os pastos também, deixando os animais com pouco alimento. 

Em outubro, dois meses depois das fortes geadas, foi a vez do rio causar estragos. Três inundações seguidas destruíram pontes, estradas e canoas. As plantações foram destruídas pelas inundações. Os animais domésticos como galinhas, porcos e o gado levado pelas águas. 

Depois que as águas baixaram e as plantações refeitas, vieram os ratos, uma multidão que passando rios e ribeirões, todos do sul para o norte, consumiam as sementes, depois aparecerão nuvens de pequenos pássaros pretos, e lagartas, e dizimaram as plantações”, registrava o Barão em determinado momento. Compraram novas sementes e nova plantação foi feita, mas a colheita foi pequena e veio atrasada.

Pesquisa: Robson Gallassini (in memoriam)

 

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