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BRUSQUE ONTEM - "Farinha de Mandioca" - Revista CARTUM INTERATIVA nº 193.

 

A base da cozinha dos alemães, na Europa, era a farinha de trigo, e na colônia este produto era muito raro, o que fez com que fosse substituído pela farinha de mandioca ou pela farinha de milho, conhecida também como fubá. 


Em 1861, Brusque já contava com quatro pequenos engenhos movidos a manivela para produzir a farinha da mandioca. Os moinhos para a produção de farinha, bem como as fecularias, eram construções caras, que apenas empresários ou grandes proprietários poderiam ter. 


No início da colonização brusquense, esses proprietários dos moinhos alugavam suas propriedades para os pequenos agricultores.

Esta mudança, do trigo para a mandioca, pode ter estranhado os paladares germânicos, entretanto não foi tão ruim assim. 

A mandioca é super nutritiva e rica em fibras, pode ser preparada cozida, ou consumida forma de farinha. Além disto, existem várias aplicações para a planta, através da extração da fécula ou amido, como a produção de bolos, pães, molhos, linguiças e embutidos em geral.

Atualmente, temos uma variedade enorme de derivados da fécula de mandioca, esta variedade vai da produção de tintas, ketchup até embalagens e copos 100% biodegradáveis.


Pesquisa: Carlos Eduardo Michel



Saiba mais sobre a Mandioca:

Nome científico: Manihot esculenta Crantz

Família: Euphorbiaceae

Nomes populares: Mandioca, macaxeira, aipim

Nome em inglês: Cassava

Origem: Brasil


Originária da América do Sul, a mandioca (Manihot esculenta Crantz) constitui o segundo alimento energético (atrás apenas do arroz) para 1 bilhão de pessoas, principalmente nos países em desenvolvimento. Cerca de 100 países produzem mandioca, sendo que o Brasil participa com 5,7% da produção mundial. O País é o quinto maior produtor do mundo, atrás da Nigéria, República Democrática do Congo, Tailândia e Gana, segundo dados mais recentes (2021) da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).


De fácil adaptação, a mandioca é cultivada em todos os estados brasileiros, situando-se entre os oito primeiros produtos agrícolas do país, em termos de área cultivada, e o sexto em valor de produção. De modo geral, 40% das raízes é destinada à produção de farinha, 20% para produção de amido e o restante, destinado a usos como mandioca de mesa e alimentação animal.

O mercado de exportação de mandioca e derivados em 2021 foi de 361,24 milhões de dólares, sendo o Vietnã o maior exportador e a China, o maior comprador. No mundo, a raiz é plantada em grande parte por pequenos agricultores, e é uma das poucas culturas básicas produzidas com razoável eficiência em pequena escala.

Fonte: https://www.embrapa.br/mandioca-e-fruticultura/cultivos/mandioca

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