Era verão de 1918 e o mundo recentemente havia
voltado a respirar a paz. Na pacata vila Brusque, que há três anos havia
conquistado a condição de “cidade”, o ano parecia apagar suas luzes sem maiores
novidades.
Mas um grupo de amigos desportistas, onze jovens entusiastas e
idealistas, se reúne com o propósito deliberado de fundar uma nova agremiação
esportiva e recreativa na cidade.
Assim, naquela noite de 30.12.1918,
nascia um novo clube, sob o nome de Sport Club Paysandú, que mais
tarde mudaria para Clube Esportivo Paysandú, predestinado a grandes feitos no
futebol catarinense: foi Campeão da
Divisão Extra de Profissionais em 1956 (vencendo o América de Joinville, na decisão, pelo placar de 2 x 1), disputado entre as 10
melhores equipes do estado e campeão da segunda
divisão estadual em 1986, entre outros títulos.
Fundado o clube, era preciso providenciar um “ground”, ou seja, um campo
de futebol. Sem terreno próprio, os jovens esportistas realizavam jogos e
treinos na “Rua Itajaí” (atual Barão do Rio Branco), porém o terreno era de
péssimas condições.
A solução veio através do aluguel de amplo terreno na mesma
rua. Os preparativos do gramado ficaram ao encargo do Sr. João Belli e em 1920
era inaugurada a nova cancha esportiva, com a realização de seu primeiro jogo
amistoso.
Atualmente, no mesmo terreno, encontram-se as ruas Afonso Pena,
Riachuelo e Henrique
Bosco. O Paysandú realizou seu primeiro jogo, vencendo aquele
que seria o grande rival, o Sport Club Brusquense (atual C.A.Carlos Renaux) em 08.06.1919, por 3
a 1.
Pesquisa: Ricardo Engel.
O Paysandú revelou vários jogadores ao futebol brasileiro. O mais destacado foi o goleiro Valdir Appel, vendido pelo Paysandú ao Vasco da Gama (RJ), tendo sido o goleiro reserva do Vasco no histórico jogo do Gol 1000 de Pelé, em 1969, Vasco 1x2 Santos FC. Passou ainda por América (RJ), Volta Redonda, Bonsucesso, Carlos Renaux, Palmeiras, Alecrim, Goiânia e Sport Recife.
O Paysandú é conhecido por sua grande rivalidade com o outro clube brusquense, o Clube Atlético Carlos Renaux. Os clássicos entre as duas equipes eram de extrema combatividade. A rivalidade é tão grande que, nos clássicos, os jogadores do Paysandú, quando vão jogar no estádio do Renaux, o Estádio Augusto Bauer, não usam os vestiários deste. Os jogadores trajam-se no vestiário do Estádio Consul Carlos Renaux, do Paysandú, e seguem andando pela calçada ao campo do rival com os jogadores tendo a companhia dos torcedores na caminhada.
Na cidade de Brusque muitos o chamam de "Mais Querido". Isto se deve por uma ampla eleição ocorrida na cidade perguntando aos munícipes para quem torciam (Renaux ou Paysandú) e o Paysandú obteve maior número de votos, sendo assim proclamado como o "Mais Querido" de Brusque.
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