Domingo, 26 de fevereiro de 1905. Os sons provocados pelo repentino ataque ao acampamento dos Xokleng, "quebrou o silêncio da mata". Eram os chamados bugreiros, "caçadores de bugres", "caçadores de gente", como eram conhecidos.
Desde o início da colonização de nossa cidade em 1860, foram registrados confrontos entre os habitantes da terra, e os colonizadores.
O Barão de Schneeburg deixou registrado em documentos da época momentos de conflito e preocupação dos colonos com os "nativos" próximos de suas casas.
Devemos recordar que muitas casas ficavam isoladas e distantes umas das outras, para prevenir, eram constantes os pedidos de soldados e tropas. Neste contexto, surge o caçador de bugres!
O mais famoso dos bugreiros foi Martinho Marcelino de Jesus, que
liderou o ataque ao acampamento em 1905, e que traz cativo para Brusque um
menino Xokleng.
O ataque ao acampamento XoKleng em 1905, encerrou uma história e iniciou outra. Iniciou a história de João Indaiá Schaefer, ou João Bugre, como era conhecido.
Na época menino, entre 8 e 10 anos, foi raptado pelos bugreiros e entregue a autoridade de Brusque, na época o superintendente do município Vicente Schaefer (que hoje seria equivalente ao cargo de prefeito).
O menino foi adotado, e recebeu o sobrenome da família e foi batizado com o nome de João.
Assim, João Bugre, será figura de destaque na cidade de Brusque e muito conhecido.
Foi jogador de futebol, trabalhou na fábrica Renaux, adorava cantar e participou ativamente do Coral São Luiz. Mas, sua história na família XoKleng foi tragicamente encerrada em 1905.
Fotos: Brusque Memória.
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