O diretor Klitzing comunicou à polícia que havia sido vítima de assalto durante o transporte do dinheiro.
No entanto, sua versão não convenceu a autoridade policial e Klitzing acabou sendo acusado de peculato, ou seja, de apropriação indevida de dinheiro público.
Os documentos oficiais não fazem referência a esse grave crime, mas o jornal “A Província”, de 24/06/1871, faz dura crítica ao juiz do processo, acusando-o de ter “torcido a lei para deixar fugir um ladrão do dinheiro público”.
Durante sua transferência para o presídio da capital, o réu atirou-se ao mar nas proximidades de Ganchos (hoje, Gov. Celso Ramos). É possível que o dinheiro indevidamente apropriado tenha sido recuperado. Afinal, se Klitzing acabou preso, ficaria difícil esconder o produto do crime.
Além disso, o relatório de sua administração não menciona qualquer desvio de verba.
Retirado do livro "Páginas de Uma Cidade - Crônicas João José Leal"


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