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Informações sobre a Dengue - Revista CARTUM INTERATIVA nº 175.

  O mosquito da dengue é caracterizado por ter cor preta e riscos brancos no seu corpo, cabeça e patas, podendo ser facilmente diferenciado dos outros mosquitos. 


A transmissão da dengue é mais fácil de acontecer nas horas menos quentes do dia, como no início do dia ou no fim da tarde. Além disso, a transmissão acontece com maior frequência em locais mais quentes e com umidade elevada, isso porque são condições favoráveis para o desenvolvimento dos ovos, transformação em mosquito e, consequentemente, espalhamento do vírus.

Apenas os mosquitos da espécie Aedes aegypti são capazes de transmitir a dengue, quando infectados pelo vírus da dengue, não havendo transmissão de pessoa para pessoa.

Apenas os mosquitos fêmeas infectados é que transmitem a doença, isso porque necessitam do sangue para que seja possível maturar seus ovos e dar continuidade ao seu ciclo de vida.

 

O tempo médio do ciclo é de 5 a 6 dias, e o intervalo entre a picada e a manifestação da doença chama-se período de incubação. É só depois desse período que os sintomas aparecem. 

Geralmente os sintomas se manifestam a partir do 3° dia depois da picada do mosquitos.


Dengue Clássica

  • Febre alta com início súbito.
  • Forte dor de cabeça.
  • Dor atrás dos olhos, que piora com o movimento dos mesmos.
  • Perda do paladar e apetite.
  • Manchas e erupções na pele semelhantes ao sarampo, principalmente no tórax e membros superiores.
  • Náuseas e vômitos
  • Tonturas.
  • Extremo cansaço.
  • Moleza e dor no corpo.
  • Muitas dores nos ossos e articulações.

Tratamento da Dengue Clássica:

Não há tratamento específico. A medicação é apenas sintomática, com analgésicos e antitérmicos (paracetamol e dipirona). 

Devem ser evitados os salicilatos e os antiinflamatórios não hormonais, já que seu uso pode favorecer o aparecimento de manifestações hemorrágicas e acidose. 

O paciente deve ser orientado a permanecer em repouso e iniciar hidratação oral.

Dengue hemorrágica

Os sintomas da dengue hemorrágica são os mesmos da dengue comum. 

A diferença ocorre quando acaba a febre e começam a surgir os sinais de alerta:

  • Dores abdominais fortes e contínuas.
  • Vômitos persistentes.
  • Pele pálida, fria e úmida.
  • Sangramento pelo nariz, boca e gengivas.
  • Manchas vermelhas na pele.
  • Sonolência, agitação e confusão mental.
  • Sede excessiva e boca seca.
  • Pulso rápido e fraco.
  • Dificuldade respiratória.
  • Perda de consciência.

Na dengue hemorrágica, o quadro clínico se agrava rapidamente, apresentando sinais de insuficiência circulatória e choque, podendo levar a pessoa à morte em até 24 horas. De acordo com estatísticas do Ministério da Saúde, cerca de 5% das pessoas com dengue hemorrágica morrem.


O doente pode apresentar sintomas como febre, dor de cabeça, dores pelo corpo, náuseas ou até mesmo não apresentar qualquer sintoma. O aparecimento de manchas vermelhas na pele, sangramentos (nariz, gengivas), dor abdominal intensa e contínua e vômitos persistentes podem indicar a evolução para dengue hemorrágica. Esse é um quadro grave que necessita de imediata atenção médica, pois pode ser fatal.

Tratamento da Dengue Hemorrágica:

Os pacientes devem ser observados cuidadosamente para identificação dos primeiros sinais de choque. O período crítico será durante a transição da fase febril para a afebril, que geralmente ocorre após o terceiro dia da doença. Em casos menos graves, quando os vômitos ameaçarem causar desidratação ou acidose, ou houver sinais de hemoconcentração, a reidratação pode ser feita em nível ambulatorial.

Na dúvida, procure um posto de saúde.

É importante procurar orientação médica ao surgirem os primeiros sintomas, pois as manifestações iniciais podem ser confundidas com outras doenças, como febre amarela, malária ou leptospirose e não servem para indicar o grau de gravidade da doença.

Confira um Guia Completo sobre a Dengue, do Ministério da Saúde, ACESSANDO AQUI !!

PREVENÇÃO:

Passar repelente diariamente as áreas expostas do corpo, como rosto, orelhas, pescoço e mãos; 

Ter telas de proteção em todas as janelas e portas da casa;

 Acender uma vela de citronela em casa, pois ela é repelente de insetos, ou protetores elétricos e outros sistemas que afastem o mosquito; 

Evitar ir em locais com epidemia da dengue.

Atualmente, a principal forma de prevenção é o combate aos mosquitos – eliminando os criadouros de forma coletiva com participação comunitária – e o estímulo à estruturação de políticas públicas efetivas para o saneamento básico e o uso racional de inseticidas.




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SITUAÇÃO EM BRUSQUE


No início do mês de abril de 2024, o alerta de risco de dengue em Brusque era EXTREMO, com 406 focos espalhados por 25 regiões da cidade.

A Diretoria de Vigilância em Saúde de Brusque, por meio do Programa de Combate a Endemias, divulgou, nesta sexta-feira (5), os números de dengue e dos focos do mosquito Aedes Aegypti, transmissor da dengue, chikungunya, zika, entre outras doenças. Os dados apontam que o município tem 739 casos confirmados de dengue em 2024.

De acordo com o levantamento, as ocorrências estão concentradas no bairro Limeira Baixa, com 138 casos. Os outros se dividem nos bairros: Santa Terezinha com 93 casos; Cerâmica Reis com 58 casos; Dom Joaquim e Nova Brasília com 46 casos cada; Steffen com 33 casos; Rio Branco com 31 casos; Bateas com 30 casos; Primeiro de Maio com 27 casos; Águas Claras com 24 casos; Centro I com 22 casos e Santa Rita com 20 casos;

A contagem segue com: Cedrinho com 19 casos; Limeira Alta com 18 casos; São Luiz e São Pedro com 17 casos; Volta Grande com 15 casos; Azambuja com 14 casos; Planalto e Tomaz Coelho com nove casos; Guarani, Maluche e São Pedro com sete casos cada; Paquetá com cinco casos; Zantão com quatro casos; Poço Fundo com três casos; Santa Luzia, Ponta Russa e São João com dois casos cada e Centro II, Cedro Alto e Nova Trento com um caso cada.

No momento, há seis pacientes internados na UTI do Hospital Azambuja, e 20 pacientes internados em enfermaria hospitalar. O município registrou um óbito por Dengue.

Focos

São 406 focos confirmados no município, espalhados em 25 regiões da cidade.

Os bairros brusquenses com maior taxa incidência são: Cedrinho e São Pedro com 27 focos cada; Águas Claras e Limeira com 26 focos cada; Centro II e Santa Luzia com 24 focos cada; Bateas e Dom Joaquim com 21 focos cada; Azambuja com 20 focos; 1° de Maio e Souza Cruz com 17 focos cada; Centro I com 16 focos; Rio Branco com 15 focos; Guarani, Nova Brasilia, Poço Fundo e Tomaz Coelho com 13 focos cada. 

Os focos seguem espalhados pelos bairros: Cedro Alto e Steffen com 12 focos cada; Limoeiro com 11 focos; Santa Rita com 10 focos; Maluche e São Luiz com nove focos cada e Ponta Russa e Santa Terezinha com cinco focos cada.

Orientações

Em caso de sintomas de dengue, procure a Unidade Básica de Saúde (UBS) da sua região, para o primeiro atendimento. Após a avaliação será dado o encaminhamento necessário.

Números para denúncias

A Diretoria de Vigilância em Saúde de Brusque, por meio do Programa de Combate a Endemias, também informa o número de telefone para denúncias, pelo WhatsApp, somente em formato de texto no (47) 98813-0095, ou por ligação, no número 156, da Ouvidoria Municipal.

Alertas sobre casos e focos

Em parceria com a Defesa Civil de Brusque, a Vigilância Sanitária criou um canal de comunicação para a população poder receber alertas de casos e focos de dengue de determinado bairro.

Para receber os alertas, basta cadastrar via SMS ou Whatsapp.

-Via Whatsapp: adicionar o número (61) 2034-4611, e enviar sua localização.
-Via SMS: envie seu CEP para 40199.

Texto/ SECOM – Prefeitura de Brusque

Fonte: https://www.diplomatafm.com.br/2024/04/05/brusque-ja-registrou-739-casos-confirmado-de-dengue-em-2024/


Fonte: 

https://aps.bvs.br/aps/como-identificar-os-sinais-e-sintomas-da-dengue-para-orientar-a-populacao/ 

https://bvsms.saude.gov.br/bvs/publicacoes/dengue_aspecto_epidemiologicos_diagnostico_tratamento.pdf

https://www.msf.org.br/o-que-fazemos/atividades-medicas/dengue/?utm_source=adwords_msf&utm_medium=&utm_campaign=dengue_comunicacao&utm_content=_exclusao-saude_brasil_39923&gclid=CjwKCAjwo8-SBhAlEiwAopc9W7dHyaiCiwF3STk7By6a1LpRJZ1QhEFBBtw8N0oIn8AGoTZ1xX2gdBoCPSQQAvD_BwE

https://desviantes.com.br/blog/post/9-receitas-de-repelente-natural/

https://rc.am.br/homes/page_noticia/id_72864/?fbclid=IwAR3KDDHh6aqNWd3u4Osj3r3U5UnrImcGgciq1XvwrLmCNZgR2HCQsP0KGH4

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