CRÔNICA: "Fé nas Ideias" - Revista CARTUM INTERATIVA nº 192.
(Por: Aldo Maes dos Anjos, autor das Revistas CARTUM e Cadeira nº 19 da ALB-Bq)
Uma convicção de que nada é impossível.
Quando as coisas estão indo bem, todos com saúde, em paz, trabalhando e seguindo a vida com tranquilidade, chegamos até a esquecer do valor que tem uma oração com fé e devoção. Muitas vezes a gente reza, com pouco fervor e até sem a devida atenção. Se analisarmos bem, rezar assim, meio bocejando e apressando as palavras para que termine logo, acaba sendo a maior perda de tempo.
Se é que em algum momento do nosso dia, nós paramos tudo o que estávamos fazendo para juntar as mãos e fazer uma oração, que é uma conexão sagrada com o Criador Supremo, seja de qual for a vertente religiosa ou filosófica, então que este seja um momento sublime e sagrado de verdade. Nada menos do que isso é o que se espera de quem vai erguer o pensamento e exprimir aquilo que povoa o seu intelecto e elevar até a altura onde está o Nosso Bom Deus.
O Pai Nosso e a Ave Maria, entre outras orações, são como mantras sagrados que nos ligam ao Divino e nos lembram Dele enquanto estivermos em nossa jornada planetária. Estando ligados a Deus, aprendemos a ser justos e honestos, sábios e disciplinados, pois a nossa rebeldia é o que nos afasta desta Presença Sagrada, como ovelhas desgarradas. E o Pai, como bom pastor, faz de tudo o que pode para que cada ovelha desgarrada retorne para o rebanho. Não quer que esta ovelha desgarrada seja trazida amarrada, nem obrigada a vir, mas que venha pela sua sagrada e livre consciência de saber qual é o melhor lugar para se permanecer durante toda a sua existência. O lugar mais aconchegante, seguro e garantido que possa existir.
Tem casos em que apenas um grande susto acaba servindo de professor para ensinar que a oração, além de honesta e individual, deve ser humilde, com os joelhos no chão, com um sentimento de profunda gratidão por tantas coisas que só temos que agradecer e clamando do fundo da alma por aquilo que desejamos obter. Conforme o grau de dificuldade que o rezador se encontra, essa forma de rezar acaba se aprimorando. Mas melhor seria, já rezar com perfeição, com a máxima atenção em cada palavra, sem precisar ter motivos ameaçadores para isso.
Mas seja como for, com o nível de devoção que a pessoa estiver habituada, tenha a certeza de que além de estar conversando com o Deus Onipotente, que sempre nos ouve e tudo sabe sobre o que se passa em nosso pensamento, estamos em primeiro lugar afirmando essas coisas a nós mesmos, para que o nosso intelecto fixe cada vez mais no pensamento: A humildade com que rezamos e com ela devemos nos dirigir também ao nosso próximo, seja quem for, A gratidão pela oportunidade de protagonizar nossa própria vida, aprendendo com as experiências e colhendo sabedoria, e O esforço pessoal, afirmando a nós mesmos aquilo que precisamos, para que nossa inteligência se prontifique a dar os primeiros passos para atingir tais objetivos. Quer dizer, que os milagres não acontecem por acaso. É necessário que se acredite firmemente naquilo, reze com muita fé e faça algum esforço para que o intento aconteça.
Quem nunca passou por um perrengue tão pesado que chegou a pensar em jogar a toalha? Se deparou com obstáculos que pareciam intransponíveis gerando até um desânimo? Esteve a ponto de pensar em desistir de algo muito importante? E depois encontrou forças na oração sincera e fervorosa o suficiente, não para ser melhor ouvida por Deus, mas sim, para despertar dentro de si essas 3 chaves que fortalecem a nossa oração: a humildade de quem sabe que todos nós estamos sujeitos a ficar vulneráveis em algum momento, a gratidão de quem sabe reconhecer as bênçãos já recebidas e a coerência de fazer algo para que assim aconteça, guiado pela sua própria intuição.
A convicção da sagrada fé de alguém pode se tornar a mais poderosa ferramenta que um ser humano tenha a sua disposição na vida. Chega a ser quase como uma cartola mágica ou uma varinha de condão. Quando a gente mais precisa, naquela hora que dá um frio na barriga, a gente busca onde está a nossa fé e cria forças, que nem imaginava possuir, para superar algum obstáculo que parecia intransponível e conseguir seguir em frente.
Seguir em frente é o que o nosso instinto animal nos orienta. Como a tartaruguinha que sai do ovo e já tem um impulso de se deslocar em direção ao mar, sobreviver e atravessar o oceano. Nossa intuição humana é a mesma, de seguir sempre em frente, em direção ao que cada um de nós considera o objetivo da vez. Por mais que algum empecilho tente nos impedir, nosso sentimento natural é o de suportar as dificuldades, superar as adversidades e seguir sempre em frente, aconteça o que acontecer.
Não existem limites quando a fé é legítima e verdadeira. Por mais que algo pareça impossível, nossa missão é confiar naquilo que existe de mais puro em nosso coração e clamar intensamente para que o milagre aconteça, custe o tempo que custar, sempre tentando e persistindo, confiando e querendo, para que, em algum momento, poder olhar para os lados e perceber que o obstáculo foi superado e já não existe mais.
Nossa obrigação é ter sempre paciência, boa vontade e muita fé. Nunca se irritar e nem reclamar de nada. Isso já facilita bastante.


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