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Pré História de Brusque - "As Dificuldades dos Pioneiros" - Revista CARTUM INTERATIVA nº 192

 



O primeiro desembarque de colonos em Brusque se deu nas proximidades da atual ponte estaiada, onde futuramente seria construído o Porto das Canoas.

O primeiro período da colônia foi marcado pelo exaustivo trabalho de derrubada da mata e preparo da lavoura, com ferramentas precárias e muitos litros de suor derramados. 

Haviam nuvens de insetos, sem nem um repelente pra se proteger. Havia também a constante e ameaçadora presença de animais silvestres selvagens e peçonhentos. 


Logo nos primeiros meses, os colonos foram atingidos por duas enchentes, sendo que as águas do Itajaí-Mirim cobriram todas as ‘ruas’. 

Os colonos, imigrantes fugidos das misérias européias, encontraram aqui um novo lar, porém, antes de serem instalados em seus lotes, aguardavam em ranchos construídos para recebê-los. Para se ter uma idéia da situação, basta dizer que em um desses casarões estavam abrigados temporariamente 75 colonos.

Levantados os primeiros ranchos, logo apareceram as primeiras casas de comércio, chamadas de ‘vendas’. Três anos após a fundação da Colônia Itajahy, os relatórios da diretoria apontavam a existência de 5 vendas, subindo esse número para 14, em 1876. 

Além das preocupações com a lavoura e suas tarefas diárias, os colonos tinham que enfrentar problemas como: as cheias do rio; a falta de médicos e de medicamentos; as doenças, etc. 

Mas logo descobriram que tinham mais o que temer: um ataque dos Xokleng.

A região onde fora instalada a Colônia Itajahy era habitada pelos Xokleng, povo nômade que vivia da caça e da coleta entre a região do planalto e litoral de Santa Catarina. Para conseguirem alimentos tinham que se deslocar com freqüência, e era durante os meses de primavera e verão que se dirigiam para os vales à procura de frutos e animais. A chegada dos imigrantes europeus e a ocupação dessas terras causaram conflitos entre esses dois grupos. 

Os Xokleng defendiam seus territórios, enquanto os imigrantes lutavam pela terra prometida pelo Governo Imperial, prometida também pelas empresas de imigração e seus agenciadores que lucravam com o envio de imigrantes ao Brasil. A terra significava a esperança de sobrevivência para ambos os grupos.

A Colônia Itajahy foi administrada pelo Barão Maximiliano von Schneeburg até fins de 1867.  Nos sete anos em que dirigiu a colônia, Schneeburg enfrentou diversas dificuldades, tais como: falta de recursos; conflitos com os imigrantes; enchentes; conflitos com os Xokleng; falta de médicos etc. 

Apesar de tudo, a vida na colônia seguia seus passos.


 

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