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Lançamento da Primeira Revista - Revista CARTUM INTERATIVA nº 176.

 (Por: ALDO MAES DOS ANJOS, Autor da Revista CARTUM).

Infância

Minha relação com a leitura e as histórias em quadrinhos começou cedo,  aos 3 anos de idade, quando minha mãe - a Dona Yêda - lia gibis da turma da Mônica, Walt Disney e outros títulos para me fazer dormir. Foi assim que me alfabetizei. 



Um dos clássicos desta época com certeza foi o livro de 50 Anos de Walt Disney, que me deixava fascinado em ver o autor conversando com seus personagens e as histórias eram bem engraçadas.




Antes de entrar no jardim de infância eu já conseguia ler e pronunciar as palavras, impulsionado pelo entusiasmo dos familiares.



Logo em seguida, também já estava escrevendo palavras simples, intuitivamente, depois de ter treinado bem a leitura por algum tempo.



Além de ler e escrever, passei a desenhar também. 


Depois que assisti o filme do E T no cinema, passei a desenhar bastante o tal alienígena, e meu pai percebeu que estava ficando caprichado. 



Minha mãe me incentivou a ler quadrinhos e meu pai, o Sr. Aldo nunca deixou faltar material de desenho. 


Foram dezenas de personagens. O que mais durou foi a Turma do Chineca (inspirado em um pão que a Dona Yêda fazia), que resultou em 40 gibis ao longo de 6 anos (de 1985 a 1990).




Sempre fui fascinado pelos gibis. 

Cheguei a ter uma coleção com cerca de 1200 revistas em quadrinhos, das quais me desfiz na mudança que fiz de Curitiba para Brusque, em 1986, assim que completei 12 anos.  Na sequência, iniciei uma nova coleção que chegou a ter uns 800 gibis, mas sempre com saudades daqueles dos anos 1980, que me marcaram profundamente.


Adolescência


Aos 15 anos, comecei a trabalhar em horario integral e estudar a noite (sim, naquele tempo se trabalhava com essa idade)


 Neste período fazia quadrinhos nos ambientes onde eu vivia, utilizando como tema situações ocorridas com os colegas escolares e do trabalho.

De 1996 a 1999, trabalhei na administração do Stop Shop, o Ninho da Malha, um importante centro comercial do vestuário brusquense. Minha aptidão artística foi detectada pelo meu superior, Sr Vilson. E ele conseguiu encaixar meu trabalho no jornalzinho "Notícias do Ninho", que circulava internamente, entre logistas, funcionários e guias de compras. 


Dentro do Stop Shop, ainda conheci o pessoal do primeiro provedor de internet brusquense, o BILUNET. Os sócios Fabiano Sabino e Sérgio de Pinho publicaram tiras semanais do personagem "Esponja, o Alcoólatra", entre outros quadrinhos, ainda no final dos anos 90. Foi a minha primeira divulgação virtual.

Estas duas oportunidades bastaram para tornar a produção artística mais constante em minha vida.

Início da Revista CARTUM

Foi com a chegada do meu filho Igor que decidi dar início ao antigo projeto de uma publicação em quadrinhos, com patrocinadores nas bordas das páginas e distribuição gratuita das revistas, para gerar uma receita extra que auxiliasse na economia doméstica nesta fase da minha vida.

Durante a sua gestação, desenhei incansavelmente até definir a galeria de personagens precursores da revista, os quais iriam protagonizar as primeiras histórias. Desenhei as primeiras edições nas madrugadas, pois trabalhava durante o dia e vendia as publicidades utilizando minhas férias vencidas. Pude realizar as 3 primeiras edições dessa maneira


A Primeira Edição

Foram 6 meses trabalhando durante o dia e desenhando durante a noite. Selecionei algumas histórias e as melhores ideias que pude armazenar nos últimos anos, aprimorei essas ideias, meditei incansavelmente para obter novas ideias que foram se acumulando até gestar a primeira edição da Revista CARTUM!


A princípio era apenas uma revista de piadas, politicamente corretas, sem palavrões ou outras ofensas, sem a presença de armas de fogo, mas sempre com algum tema reflexivo, que levasse o leitor a pensar a respeito e se conscientizar um pouco mais a respeito.

Porém, não havia um direcionamento para o público infantil, tendo em seu conteúdo alguns temas mais intelectualizados. A princípio, a revista CARTUM era apenas uma revista de piadas sem restrições. 

Foi com o passar do tempo, que percebi a imensa penetração social que a revista tinha, atingindo pessoas de todas as idades, dentro das residências que aumentou minha preocupação com relação à mensagem que a revista carrega.

E assim, dessa maneira, pude lapidar o contexto impresso nas páginas da CARTUM, para que esta mensagem se tornasse útil e proveitosa, no sentido de fortalecer as virtudes e os bons costumes em nossa sociedade, até onde eu pudesse atingir, além de leve e divertida.



Para realizar as vendas das publicidades nas três primeiras edições, administrei minhas férias acumuladas no meu serviço de instalação residencial de alarmes, naquela época.

Para a quarta edição eu já não dispunha de férias para utilizar e tive que sair da empresa para seguir com a revista, que ainda era trimestral. Na sequencia passei a trabalhar de garçon a noite, para poder tocar a revista durante o dia. Foi assim na quarta e quinta edições.

Foi aí que recebi a visita do Rubens Aviz, então presidente do CEAB (Clube de Engenheiros e Arquitetos de Brusque), o qual idealizou o que viria a ser a primeira Cartilha CARTUM, transmitindo uma informação técnica em linguagem simples, através das histórias em quadrinhos, abordando um conjunto de leis públicas intitulado "Estatuto da Cidade".

Foi aí que abracei totalmente a causa literária e começamos a ampliar as publicações. Então dali pra frente foram publicadas anualmente 4 revistas cartum e mais 4 cartilhas cartum, abordando novos temas de relevância social. Foi então que me desvinculei dos empregos simultâneos e passei a me dedicar integralmente à arte.






Aos 47 anos, somando 22 deles na produção literária.


Em breve publicaremos uma nova história relembrando GRANDES e divertidos MOMENTOS que valem a pena ser registrados e compartilhados, na existência da Revista CARTUM INTERATIVA.

Aguarde!


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