PENSAMENTO GENEROSO
Pensando de forma altruísta e
empática.
Todo pensamento que é influenciado por um
sentimento de altruísmo e empatia, sempre propicia uma atitude generosa e
gentil. Como sabemos, gentileza gera gentileza, desencadeando um desejo de ser
gentil em todas as pessoas que vão sendo atingidas. Basta alguém começar,
contagiando outro alguém a ser gentil, e assim por diante.
Assim como tem gente futriqueira, que espalha
notícia falsas entre seus cúmplices, os quais levarão as mentiras adiante,
contribuindo na desinformação geral, na injustiça cometida contra alguém e na
própria prática da calúnia, existem também aqueles que pensam generosamente, só
afirmam aquilo que é bom, útil e verdadeiro e, acima de tudo, suas atitudes
gritam mais alto do que suas palavras discretas.
É claro que ninguém é obrigado a nada nessa
vida. Ninguém possui a incumbência de sair por aí sendo gentil e generoso com
todo mundo. Tem que sentir um impulso muito forte para realizar uma atitude
nobre. Ser obrigado a fazer, não funciona.
Também não vale a pena realizar atos generosos
e gentis com segundas intenções, camuflando interesses obscuros por trás da
filantropia. Seja pensando em favorecimentos posteriores, seja pra ganhar
seguidores nas redes sociais ou mesmo por desencargo de consciência, para
aliviar o peso que sente na consciência intranquila.
Um ato gentil genuíno, só brota do coração de
quem alimenta um pensamento generoso, e sente naturalmente um impulso de ser
útil a alguém, sem querer nada em troca. E o universo sempre responde. Assim
como a gente, por vezes pode ser um agente agregador, um pequeno degrau na vida
de alguém, na sequência da vida alguém pode aparecer do nada, e fazer um degrau
com as mãos pra gente poder subir, também.
Quantas vezes, procurei ser gentil no trânsito,
ceder a vez ou aguardar travessias, quando necessário, e, pouco depois, me
encontrar na situação oposta, aparecendo sempre um (a) abençoado (a) para, da
mesma forma, ceder a vez para mim, ou aguardar a minha travessia.
A prática da gentileza faz bem tanto para quem
a executa, com um sentimento posterior de plena realização, quanto para quem
recebe, que se sente prestigiado e acolhido naquele momento glorioso, gerado
por alguém que pensou de forma generosa.
Uma Experiência Pessoal com o Pensamento
Generoso.
Vou ilustrar este capítulo com
um relato pessoal:
Teve uma ocasião, em que eu estava na minha
rotina de serviço quando me deparei com uma senhora na calçada, aparentando
mais idade, demonstrando preocupação com um pneu furado. Eu estava com uma
pressa danada, e nem cogitava em me sujar de graxa numa hora daquela, mas parei
a moto e fiz a gentileza de trocar o pneu para aquela motorista idosa que ficou
muito agradecida.
À noite, por um descuido, fiquei sem combustível
no carro na ladeira do Morro entre a Rua Azambuja e o Parque da Saudade, em
Brusque, numa situação um pouco perigosa. E o que era pior, com o freio de mão
estragado. Meu filho de 6 anos olhou pra mim e falou: “Pede ajuda, pai!”. No
mesmo instante um farol alto iluminou o para-brisa do carro. Uma camionete
estacionou do outro lado do cruzamento, vindo da Avenida Dom Joaquim. O
motorista baixou o vidro e perguntou se eu precisava de ajuda. Ele estava com
mais duas senhoras, atrasados para ir a um casamento, mas mesmo assim,
ajudou-me a empurrar o carro até um lugar seguro, levou eu e meu filho até o
posto de combustível mais próximo, sempre rindo e contando piadas, criando um
clima agradável, mesmo com o casamento já acontecendo. Ninguém naquele carro se
importou em realizar esta gentileza. Nos deixou de volta no local de origem,
com um litrão de gasolina que resolveu o nosso problema, e seguiu o seu
percurso, deixando a certeza de que vale a pena pensar generoso nessa vida.


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