A comunicação entre os colonos e seus parentes e amigos que ficaram na Europa era feita através de cartas escritas a mão. Assim também ocorria quando o Barão queria enviar uma notícia ao governador da Província (Estado) ou para o Ministério da Agricultura, que ficava no Rio de Janeiro.
Escrevia-se uma longa carta narrando os episódios ocorridos que depois era enviada até a Vila de Itajaí. De lá a correspondência seguia para a cidade de Desterro e daí para seu destino.
Dependendo o destino da carta, essa levava, às vezes, meses para chegar. Durante os primeiros anos, as correspondências eram enviadas até Itajaí pelo rio.
Sempre que algum colono
estava de partida para lá lhe eram entregues as correspondências e ele as
deixava no correio daquela cidade.
O correio oficial vinha até a colônia de 15 em 15 dias. O Barão pediu ao governador autorização para contratar um “carregador de malas”, pois dizia que o “serviço era feito por canoeiros ocasionais, que nada recebiam e nem sempre tomavam cuidado com as correspondências, e que por mais de uma vez as perderam”.
Uma tragédia! Dizia ainda que, por causa da “falta de prática e da ignorância dessa gente, que não dava importância à regularidade na entrega da correspondência, muitos transtornos foram causados para a administração colonial”.
Foi autorizada a contratação e o Barão contratou o colono João Nagel, que passou a ser o responsável pelas correspondências até Itajaí quatro vezes por mês.
Somente
seria dispensado em caso de enchentes. O carteiro fazia a viagem pelo rio e,
quando necessário, seguia a cavalo pela picada ou mesmo a pé.
Pesquisa: Robson Gallassini (in memoriam)


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