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ARTIGO: "Três Passos Para a Paz" - Revista CARTUM INTERATIVA nº 199

 

ARTIGO: "Três Passos Para a Paz"

 (Por: Aldo Maes dos Anjos, autor da Revista CARTUM INTERATIVA)

A paz é uma palavra extremamente bela, que nos lembra um largo e espontâneo sorriso, e olhos semi-cerrados em uma expressão de tranquilidade legítima, gerada pela bem aventurança de uma vida fluindo tranquilamente, sem percalços nem chateações. Estar em paz significa possuir uma consciência tranquila e harmoniosa, de quem é um bom filho de Deus, cumpridor dos Dez Mandamentos bíblicos.

Para atingir uma paz plena de fato, são necessários três passos: Em primeiro lugar, é necessário estar em paz consigo mesmo, puxar o freio de mão da mente e amenizar os sentimentos impulsivos gerados pelos acontecimentos e lembranças que nos ocorrem a todo momento. Para alguém estar em paz, é preciso ser imune às influências tóxicas que fazem a testa franzir e a expressão turvar. Alguns até ficam com as bochechas avermelhadas. Como aprendi com a minha confreira da ALB-Bq, Maria Glória Dittrich, a energia que nós emanamos chega antes das nossas palavras. Boas práticas que ajudam a manter nosso equilíbrio e a serenidade são a meditação persistente, respiração lenta e abdominal e uma constante observação dos próprios pensamentos, 

O segundo passo está na convivência com os familiares e pessoas mais próximas, como vizinhos e colegas de estudo ou trabalho. A partir do momento que conseguimos estar em paz com nós mesmos, começamos a sofrer a influência das pessoas que nos rodeiam. Nossos parentes queridos e grandes amigos, que tanto amamos, são obstáculos fáceis para suportar, pois temos uma tendência a compreender mais amavelmente e reagir melhor a situações adversas. Não que seja algo fácil, mas se quisermos, podemos atenuar as discórdias e contradições, estabelecendo na convivência, uma relação de respeitabilidade e afeto.

Em terceiro lugar, vem a paz inseridos no mundo em sua totalidade, perante as diferentes formas de pensar, crenças, convicções e objeções. Dali pra frente, o estudo entra no seu modo “hard”, pois é o fim da tranquilidade infinita. Agora, seja qual for a posição apresentada, haverá uma chuva de aplausos vinda de um lado e uma chuva de pedradas vinda do outro. Antes de penetrar essa fase, deve-se compreender que muitas vezes as opiniões divergem, as posições soam antagônicas, e as relações podem não ser das mais simpáticas, gerando conflitos que podem beirar um injustificável ódio insano. Melhor mesmo é ficar quietinho no seu canto com os olhos bem abertos, sempre observando. Mas, quando o coração disser que é preciso se manifestar, que faça isso com a maior convicção possível, imbuído das melhores intenções imagináveis, motivado pela paz e pelo progresso coletivo. Desejar que o melhor se estenda a todos, sem exceção e não restrito a um determinado grupo que me convém. Pois todos somos filhos de Deus e somente a Ele compete julgar quem é filho bom e quem é filho ruim. Não posso julgar quem quer que seja, pois ninguém conhece a bagagem e o caminho percorrido pelo outro. A única coisa que podemos perceber com relação à alguém é uma aparência superficial transitória e algumas atitudes que pudemos presenciar em algum momento. Talvez saibamos um milésimo do mínimo necessário para se fazer um balanço justo e razoável que permita um julgamento com o mínimo de coerência a respeito de alguém. Algo, portanto, imprudente de se realizar.

O termo em sânscrito “Namaste”, significa: “O Divino que habita em mim, saúda o Divino que habita em ti”, reconhecendo assim que Deus habita em todos os seres viventes, sejam quem for, seja na situação em que estiverem, todos merecem o nosso respeito. Se eu considero que Deus habita no outro, como poderei desejar algo ruim? Assim como a principal recomendação que nos deixou o Mestre Jesus: “Amai-vos uns aos outros, assim como eu vos amei!“ E para amar uns aos outros, não pode haver exceção: ou se “ama uns aos outros” de verdade, completamente ou só finge estar “amando uns aos outros”, estando muito longe daquilo que se pode deliberadamente afirmar que se trata de uma PAZ VERDADEIRA.

Não se pode desejar a paz a todos... “menos para aquele senhor de gravata rosa sentado na terceira fila, porque ele que pensa diferente de mim!” Não faz o menor sentido para mim. A paz deve também incluir os diferentes modos de pensar. Jesus, quando compôs seu apostolado reuniu pessoas de índoles diferentes e fez com que todos se tolerassem, compreendessem uns aos outros e por fim, conseguissem se amar verdadeiramente para poderem, só então, realizar os seus milagres. 




Paz a todos, realmente, sem exceção. Paz aos homens de boa vontade, pois os que estão gerando a separação não estão desejando a paz como ela merecia ser desejada, ainda não conhecem a paz legítima, somente a paliativa. É preciso ter boa vontade!!

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