A maior de todas as dificuldades nessa época, sem dúvida, foi a minha imensa timidez em fazer os contatos comerciais, para a venda das publicidades. De que jeito alguém tão envergonhado como eu conseguiria convencer um completo estranho a investir seus recursos numa revista em quadrinhos inédita que ninguém fazia ideia ainda do que se tratava? A desconfiança era geral. Praticamente todos ouviram atentamente minhas argumentações e a grande maioria desejou sucesso para o empreendimento exótico. Mas quem abraçou a causa no início foram os empresários que já possuíam algum vínculo de convivência anterior comigo, especialmente nos empregos que eu havia tido ao longo da vida, até então. Muitos lojistas do Stop Shop (centro comercial atacadista), onde trabalhei por três anos, tornaram-se patrocinadores da revista. A gráfica onde trabalhei entre os 15 e 17 anos foi quem imprimiu a revista nos primeiros três anos. A Eletro Mecânica Cadori, que foi o meu segundo emprego (entre 1991 e 1993)...
Neste espaço, a Revista CARTUM apresenta uma leitura adicional para que os leitores da revista física possam acessar conteúdos virtuais, ampliando ainda mais o entretenimento disponível em cada edição.